Zamba Rap Clube no Centro Cultural da Penha – Dia 24/08 as 20hs

Blog Oficial do Zamba Rap Clube

No próximo dia 24, Sábado as 20hs, o Centro cultural da Penha recebe o projeto Sons da Zona Leste, com a gente!
Nos encontramos por lá! Largo do Rosário, 20 – Proximo ao Shopping Penha
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Carta das organizações do Movimento Humanista e das comunidades da Mensagem de Silo sobre a violência em São Paulo.

Os organismos do Movimento Humanista no Brasil e comunidades da Mensagem de Silo vem por meio desta carta denunciar a situação de exceção que o estado de São Paulo vive nesse ano de 2012 com os números de mais de 1000 civis mortos por assassinatos e 95 policiais mortos por criminosos.

A guerra travada por criminosos e policia e a formação de grupos de extermínio por parte de policiais é escandalosa e a análise de sua origem e a mudança de paradigma na gestão de segurança pública de SP merecem a devida atenção.

Desde o nosso ponto de vista, a atual situação é consequência de uma cultura de violência, que em São Paulo, fez com que se legitimasse nos últimos 40 anos a ação de grupos de extermínio nas periferias como suposta política de combate a criminalidade.

A suposta política de combate à criminalidade, realizada por sucessivos governos e prefeituras, tem institucionalizado e ampliado a “cultura de violência”, como a ação de grupos de extermínio nas periferias, criminalização de movimentos sociais, incêndios em favelas sucessivos, desapropriações violentas para citar alguns casos;

Os ataques de criminosos e a reação das forças públicas na última guerra entre criminosos e estado em 2006 deixaram um saldo de mais de 500 mortos em uma semana.

Também destacamos a não resolução de graves questões sociais, que em processo, são as causadoras da atual situação de violência generalizada, o acirramento da repressão e da violência por parte do estado e a delicada situação interna das pessoas que elegem governantes que abertamente anunciam a violência como resposta ao desequilíbrio social, como amostras dessa cultura violenta que vivemos, que antes de tudo esta instalada no interior de cada pessoa.

Entendemos ser necessário compreender a raiz do problema e trabalhar firmemente com outras organizações e pessoas na construção de um futuro digno e humano.

Para nós a não violência é um ato intencional, uma escolha de cada um que pode ser uma grande força capaz de mudar a direção dos acontecimentos.

Nesses momentos delicados, vemos ser importante a atuação em nosso meio mais próximo, desfazendo a teia de temor e falta de informação dos meios de comunicação e reconstruindo laços de solidariedade, cooperação e confiança.

Também achamos necessário denunciar todos os governantes que não foram capazes de erradicar os graves problemas sociais de moradia, saúde e educação no estado de SP e que além disso trataram esses mesmos problemas com repressão, violência e segregação social.

Para nós, esses governantes são responsáveis diretos pela generalização da violência em todas as esferas. Citando uma das muitas declarações absurdas, o governador do estado de SP, Geraldo Alckimin, em uma ação da ROTA (tropa de elite da Policia Militar de SP) que deixou 9 mortos disse: “Quem não reagiu está vivo”.

Contudo, nos parece de extrema importância destacar, que o verdadeiro poder reside no interior das pessoas e que é necessário que as populações criem consciência e atuem na construção de uma “Cultura de Não violência”, com igualdade de direitos e oportunidades para todos, ativamente.

A solução de todo problema de grande escala, para ser verdadeira e profunda, deve ser estrutural e permanente, em todas suas instâncias. Respostas imediatistas, temerosas ou hipócritas, nos levarão mais uma vez à roda viva de mais violência, ressentimentos e mal-estar de todos nós.

A chamada segurança, que todo ser humano merece sentir, não é conquistada através da exploração, do medo ou do brutal individualismo autosobrevivente.
Segurança surge do bem estar geral, de boas condições de vida e de um alto valor moral que os maiores líderes não violentos da história se apoiavam: Tratar aos demais como queremos ser tratados.

Para que essa construção seja possível é necessário:

Acompanhamento político e jurídico por parte da Esfera Federal (Presidência, Ministério da Justiça, Secretaria de Direitos Humanos, Secretaria Nacional de Justiça, Ministério Público Federal, Defensoria Pública Federal e CNJ) da atual Crise de Segurança Pública no Estado de São Paulo.

Posicionamento do governo federal sobre o desrespeito exercido por parte da polícia a tratados de direitos humanos internacionais assinados pelo Brasil e mesmo pela a própria constituição brasileira em seus diferentes artigos.

Que todos os casos de mortes de civis por policiais sob alegação de confronto sejam registrados e investigados como homicídios causados pela ação policial, extinguindo definitivamente a classificação de “Auto de Resistência ou resistência seguida de morte”.

Mudança no paradigma e práticas da segurança pública buscando compreender as raízes da violência urbana e não somente combatendo-a com mais violência e repressão.

Acesso aos direitos fundamentais de moradia, educação, saúde e qualidade de vida a toda a população.

Desmilitarização da Policia.

Fim da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar)

“Sem fé interna há temor, o temor produz sofrimento, o sofrimento produz violência, a violência produz destruição; portanto a fé interna evita a destruição.” Silo, Madri, 27 de Setembro de 1981.

Assinam:
Comunidades da Mensagem de Silo.
Convergência das Culturas.
A Comunidade para o Desenvolvimento Humano.
Partido Humanista do Brasil.
Copehu (Corrente Pedagógica Humanista e Universalista).

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Um dia de resgate cultural

Por Beni Baraalé Guarani Kaiowá

Éramos dois guerreiros, eu e o camaraDan. Íamos até o Vão do Masp nos encontrar com o primeiro bando que preparava o dia para um dia de ressurgimento cultural.

Era um momento de resgate, de levante. Um dia para lembrar que se “dos filhos deste solo és mãe gentil” é porque estes não são mimados ingratos transformados em psicopatas parricidas. Que se “nossos bosques têm mais vida e nossa vida no teu seio mais amores” é porque respeitamos a biodiversidade natural e cultural e não envenenamos nossa terra com as ambições das ganâncias lucrativas, e muito menos as futuras gerações com o sangue dos inocentes que só mais ódio pode gerar. Um dia para refletir que se a “paz no futuro é a glória do passado” – assassino e genocida, não será possível nem paz nem glória, apenas uma ilusão que nos levará de fracasso em fracasso até que se esgote totalmente nossas forças.

Enfim, mais um dia para entrar na história das lutas populares contra uma opressão de 512 anos. Um dia de resgate e levante.

Mas é claro, isso só é uma interpretação para todo o ocorrido, para 90% da população no Brasil isto nem aconteceu, afinal, nem na Globo deu. Mas não era exatamente isso que nos tornavam guerreiros, eu e o camaraDan?

Pois é, todo levante começa assim, são 10 jagunço pra cada “bandido”, mas como já dizia o profeta “o próprio pequeno tornar-se-á mil e o menor, uma nação forte”.

Uma nação forte! Se afirmamos que “diversidade é força” que o menor, as minorias, os excluídos, os fracassados se levantem, e em uníssono bradem em um clamor coletivo de verdadeira Paz exigindo e construindo com nossas próprias forças as Reais mudanças que podem proporciona-la.

Por isso somos todos Guaranis Kaiowás, demarcação das terras já!

Graffitismo por uma Questão de Classe

Graffitismo por uma Questão de Classe

Estudantes da UNIFESP em Guarulhos que também são professores na Rede Estadual de São Paulo realizam essa semana uma série de oficinas e palestras relacionada às artes de rua na Escola Pimentas 2 e na praça ao redor. Essas atividades fazem parte do evento “Graffitismo por uma questão de classe” que terminará numa grande festa nessa quinta feira, 15, ironicamente dia em que se comemora a proclamação da República(coisa pública) que até hoje continua privada.

Por Uma Questão de Classe

Recentemente, numa dessas conversas de FB com Luiz “Índio”, resgatávamos o manifesto dos “caranguejos com cérebro” que sintetiza a Cena do Mangue Beat nos anos 90 no Recife. Falávamos de uma certa ignorância das novas gerações sobre esse movimento tão foda da resistência cultural e ativista nacional e como seria bom mostrarmos isso nos eventos que o coletivo participa e talz.

Pow, aí imagina você como eu fiquei ao me deparar com o evento “Graffitismo por uma Questão de Classe!…. Caraca! Representou!

Já fica um salve aí então pro Marquinhos, grande guerreiro do UnifesPimentas, que nos contempla com essa iniciativa louvável. HaHa!!

Mas, aí…o ponto é que quando Chico Science junto com Nação Zumbi, estoura o som; “Banditismo por uma Questão de Classe”, e retrata especificamente o cangaço como movimento de resistência ao coronelismo no nordeste brasileiro da chamada República Velha (1989-1930) o que ele na verdade faz é cantarolar com as musas em nossa memória que; o “acontece hoje acontecia no sertão”. E assim, nos faz constatar horrorizado que essa República carcomida nem de velha morre e que o seu rosto decrépito é estampado com “amor” no espetáculo dos tele-jornais.

A luta de classes segue marchando sua trágica história e continua a contabilizar seus mortos, nela é importante traçar nossos posicionamentos pois temos sido canibais e muitos tem tombado em nosso lado de forma consentida, como vampiros que não gostam de sangue. Por isso a importância de uma voz que se espalha pela cidade, de um  grafitismo…por isso,  POR UMA QUESTÃO DE CLASSE.

Por Beni Baraalé

Parceiro e apoiador!!!!!

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